BRASILEIROS, ÀS URNAS CONTRA A RESTAURAÇÃO

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O Brasil começou a mudar há doze anos.

No dia 27 de outubro de 2002, a maioria do povo decidia eleger Luiz Inácio Lula da Silva para presidente.

O governo nacional, pela primeira vez em quinhentos anos, deixaria de ser controlado pelas elites da fortuna, da terra e da informação.

Nenhuma mudança foi tão expressiva na história deste país.

O Partido dos Trabalhadores, comandado por seu fundador, fora escolhido, pelas urnas, para transferir, da casa grande à senzala, a direção do Estado e suas prioridades.

Tem sido, desde então, uma longa e difícil trajetória.

Apesar de sucessivas vitórias em eleições presidenciais, a esquerda continua a conviver com o controle conservador sobre o parlamento, o poder judiciário e os meios de comunicação.

Mesmo com este cenário adverso, importantes conquistas e direitos foram assentados pelas administrações populares de Lula e Dilma.

O combate contra a miséria e a fome obteve formidáveis vitórias. O Brasil construiu uma rede de proteção social com a qual jamais puderam antes contar os pobres da cidade e do campo.

Na contramão do capitalismo internacional, o país enfrentou a mais grave crise desde 1929 sem cortar empregos e salários.

O modelo de desenvolvimento com inclusão social, edificado desde a gestão de Lula, estimulou a formação de um poderoso mercado interno de massas. Milhões de cidadãos, antes à margem, passaram a ter possibilidades de acesso a bens e serviços.

O Estado, antes voltado apenas para a gestão de negócios das grandes corporações, abriu-se para políticas que buscam a universalização de direitos civis e sociais.

Programas para moradia, saúde e educação, entre outros, desbravaram caminhos através dos quais uma multidão de proletários pode perceber que é possível uma nova sociedade, mais justa e solidária.

Foram doze anos de luta contra a desigualdade social e regional. De esforço para a salvaguarda legal e econômica das populações mais vulneráveis.

Também foi um período de consolidação do Brasil como parte da vanguarda por um mundo multipolar, pela integração latino-americana e pela auto-determinação dos povos.

Muitos erros certamente foram cometidos. As insuficiências são incontáveis. Mas apenas o interesse de classe, o desconhecimento ou a má fé poderiam levar alguém a negar os enormes avanços dos governos petistas.

A alternativa que se ergue contra este projeto é de caráter claramente restaurador.

O candidato Aécio Neves representa o retorno à hegemonia das forças políticas e grupos sociais que governaram o Brasil até 2002. O centro de seu programa é novamente subordinar o Estado ao mercado e o país à globalização dependente.

Apenas a reeleição de Dilma Rousseff permite defender e aprofundar as reformas. Neste domingo será travada, portanto, batalha decisiva, entre a mudança e o retrocesso.

Que cada um dos homens e mulheres progressistas, nas primeiras horas da manhã e durante todo o dia, chame seus amigos, vizinhos e familiares a darem seu voto para o Brasil seguir adiante.

A palavra de ordem é simples: brasileiros, às urnas, para derrotar a restauração.

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Breno Altman é diretor editorial do site Opera Mundi.