#AgradeçaUmaFeminista, ela faz mais por você do que você imagina

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Feministas também saem do armário. E dependendo dos círculos que a pessoa frequenta, declarar-se feminista pode causar surpresa e até terror nos interlocutores. “O quê, você é feminista? Como assim?” Já ouvi essa pergunta mais vezes do que gostaria, e minha reação, invariavelmente, é responder: “Claro que sou! Você não?”

A própria pergunta e a expressão atônita ao ouvir minha resposta deixam claro que as pessoas que me interpelam dessa maneira não têm a mínima ideia sobre o que é o feminismo e o que significa ser feminista. Gosto muito da definição da escritora nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie (lindamente sampleada na canção ***FLAWLESS***, da absoluta Beyoncé): “Feminista: uma pessoa que acredita na igualdade social, política e econômica entre os sexos”. Eu apenas trocaria “sexos” por “gêneros” (que vão muito além de homem e mulher), mas basicamente essa sempre foi e segue sendo a batalha de feministas no mundo todo. Se a princípio a luta era pela cidadania plena perante o Estado (e segue sendo, em alguns lugares), hoje, no Brasil e em muitos países do mundo ocidental, o acesso a direitos reprodutivos e o combate à violência de gênero têm sido nossas principais bandeiras.

Pra lembrar a importância das feministas, passadas e contemporâneas, nas vidas de pessoas de todos os gêneros, o coletivo feminista Não Me Kahlo começou hoje um twittaço com a hashtag #AgradeçaUmaFeminista. Você talvez não saiba, mas os direitos políticos das mulheres, como o voto e a possibilidade de se candidatar, o acesso delas à educação e avanços legislativos como a Lei Maria da Penha se devem à luta incansável, durante décadas, de – quem mais poderiam ser? – feministas.

 

E aí, já agradeceu a uma feminista hoje?

 

(Feminismo, sim, gradicida! Foto por broco_lee via Flickr CC)