As maravilhas da impressão 3D: sex toys sob medida

As maravilhas da impressão 3D: sex toys sob medida

O advento das impressoras 3D promete um admirável mundo novo, a democratização da manufatura, um futuro em que será possível “imprimir” objetos variados no conforto da sua casa. A produção local e sustentável de alimentos e remédios, por exemplo, é um potencial que está sendo desenvolvido e que parece promissor.

 

Mas os sortudos que podem pagar os cerca de dois mil dólares por uma impressora 3D pessoal já começaram a se divertir. Funciona assim: a impressora produz objetos em três dimensões a partir de um arquivo digital com as dimensões e os detalhes do item em questão. Ela então organiza as moléculas camada por camada, e voilà, eis o seu relógio, ou violão, ou sex toy personalizado.

 

Imagem via Makerlove

 

O site Dezeen comenta o boom dos brinquedinhos sexuais feitos em casa: várias empresas e sites têm disponibilizado arquivos com diversos designs de sex toys para serem costumizados ao gosto da freguesa ou do freguês. Uma das vantagens seria evitar o “potencial constrangimento” ao receber o item pelo correio (tanta tecnologia e ainda não superamos essa coisa obsoleta de se sentir constrangida ou constrangido com a própria (auto)sexualidade…). Mas o mais legal é mesmo a potencialidade do “faça-você-mesmo”: dá para experimentar e ajustar as medidas até encontrar o brinquedo perfeito para o seu corpo, se divertindo muito no processo.

 

Modelos Makerlove, imagens via Dezeen

 

O site Makerlove é camarada e oferece arquivos open-source de diversos modelos de sex toys que podem ser baixados gratuitamente, e todos eles são compatíveis com o Bullet, um vibrador bastante simples e popular (principalmente devido ao preço: dá para encontrar por cerca de 10 dólares na internet, frete excluso).

 

 

O principal problema é que as impressoras 3D pessoais ainda não imprimem em material seguro para ser utilizado como um sex toy: eles são “impossíveis de limpar”, comenta o responsável pelo site Dongiverse, que também disponibiliza arquivos com modelos de brinquedos eróticos. Eles recomendam que os designs sejam utilizados como moldes para a produção de sex toys com materiais apropriados. Mas será que não dá para usar um preservativo? Talvez assim se possa evitar o contato do material diretamente com o corpo e dê para brincar com tranquilidade.

 

 

A Chelsea Downs, do New York Toy Collective, prevê que a evolução das impressoras 3D pode transformar a indústria de brinquedos eróticos. “Cada um tem seu corpo e suas preferências. (…) A impressão em 3D permite que cada um desenhe o seu próprio brinquedo, com dimensões específicas e ideais, e imprima protótipos a um custo relativamente baixo.” Seu site oferece também o fantástico serviço de “autoscan”, para a produção de sex toys análogos à vulva, ao pênis ou qualquer outra parte do corpo da ou do cliente, em silicone “hipoalergênico e atóxico”. Melhor ser cyborg do que deusa, sem dúvida.

 

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