Islândia, a terra prometida das mulheres

Islândia, a terra prometida das mulheres

A desigualdade entre homens e mulheres no mundo: verde é bom, vermelho é ruim. Imagem via BBC

 

 

Não é novidade que a Islândia é um dos lugares preferidos desse blog. E não por acaso: pelo quinto ano consecutivo, o país aparece em primeiro lugar no ranking do Global Gender Gap Report 2013, o relatório anual realizado pelo Fórum Econômico Mundial sobre a desigualdade entre mulheres e homens no mundo. A situação geral das mulheres no mundo está melhor do que no ano passado, já que houve avanços em 86 dos 133 países analisados. “Mas a mudança, definitivamente, acontece devagar”, ressalta Saadia Zahidi, uma das autoras do relatório.  Segundo o estudo, a Islândia é o lugar onde as mulheres estão em maior pé de igualdade com os homens em relação ao acesso a educação e saúde e à atuação na vida política e econômica do país. Finlândia, Noruega e Suécia seguem a Islândia nos segundo, terceiro e quarto lugares, e em quinto estão as Filipinas. O Brasil continua estacionado no 62o lugar, mesma posição do ano passado.

 

A Europa é o continente com o melhor desempenho geral e domina o top 10: após as Filipinas vêm Irlanda, Nova Zelândia, Dinamarca, Suíça e Nicarágua. Canadá e EUA ocupam os 20o e 23o lugares. Oriente Médio e África são as regiões onde a desigualdade entre mulheres e homens é mais acentuada; apesar disso, Lesoto, África do Sul e Moçambique aparecem bem melhor do que o Brasil e a maioria dos países da América Latina, nas 16a, 17a e 26a posições respectivamente. E o relatório deixa claro que os gigantes asiáticos China (69o lugar) e Índia (101o) ainda têm muito chão a percorrer no combate à desigualdade de gênero.

 

Da esquerda para a direita: aspecto geral; saúde e expectativa de vida; educação; participação econômica; participação política. Imagem via BBC

 

Nicarágua (10a posição), Cuba (15a) e Equador (25a) seguram o rojão na América Latina, enquanto Argentina (34a), Brasil (62a) e Chile (91a) surpreendem pelo fraco desempenho no ranking. “A desigualdade no acesso a saúde e educação foi superada aqui há anos. Então é um continente pronto para deslanchar com relação à participação no mercado de trabalho e na política”, acredita Zahidi. É importante ressaltar que o relatório avalia a desigualdade entre mulheres e homens de acordo com o contexto de cada país – a Nicarágua estar em uma melhor colocação do que o Brasil não significa necessariamente que as nicaraguenses estejam em uma situação melhor do que as brasileiras, mas no contexto daquele país, mulheres e homens estão em maior pé de igualdade do que brasileiras e brasileiros. Por isso o relatório é tão interessante, pois consegue demonstrar como um país oferece condições e oportunidades diferentes a suas cidadãs e cidadãos.

 

E então, minha gente, partiu Escandinávia?